Toda trajetória contada de trás para frente parece um plano. A minha não foi — mas, olhando hoje, cada etapa preparou a seguinte: aprendi a programar sistemas digitais, depois a destravar e proteger o mundo físico, e hoje trabalho com os sistemas mais fascinantes que conheço: os padrões da mente humana.
O começo: eletrônica e o ITA
Comecei cedo, como técnico em eletrônica, e segui para o ITA — Instituto Tecnológico de Aeronáutica, onde me formei Engenheiro de Computação. Foi lá que aprendi o que carrego até hoje: rigor de método, respeito pela evidência e a convicção de que sistema complexo nenhum se resolve no chute. Ainda durante a graduação, dei aulas em um cursinho mantido pelos alunos do ITA para jovens de baixa renda — minha primeira lição de que conhecimento técnico só ganha sentido quando encontra pessoas.
Duas décadas programando e protegendo sistemas
Passei mais de 20 anos construindo tecnologia que precisava funcionar sempre — e guardar segredos. Desenvolvi sistemas embarcados e terminais de pagamento, trabalhei com criptografia e módulos de segurança, liderei times de tecnologia em bancos e fui conselheiro regional do PCI Security Standards Council, o órgão mundial que define os padrões de segurança da indústria de pagamentos. Também fui professor universitário de engenharia: cálculo, inteligência artificial, arquitetura de computadores. Ensinar me obrigou a fazer o que considero essencial até hoje no consultório — explicar o complexo em linguagem simples.
Em paralelo, fundei uma empresa de segurança física: fechaduras, controle de acesso, monitoramento. Se a primeira metade da minha carreira foi programar segredos digitais, essa fase foi literalmente destravar e proteger o mundo físico.
A saúde em escala
Entre 2020 e 2022, como executivo de tecnologia da Dasa, liderei a criação da maior plataforma de saúde do Brasil — mais de 5 milhões de usuários, telemedicina, agendamento, resultados de exames. Pela primeira vez, vi tecnologia tocando diretamente o cuidado com pessoas, em escala. E percebi algo que os dashboards não mostravam: por trás de cada exame e cada consulta havia alguém com medo, ansiedade, hábitos que não conseguia mudar sozinho.
O sistema mais fascinante
Foi essa inquietação que me levou à hipnose clínica: a formação avançada no Instituto PI Hipnose (Instituto PIH®), a certificação reconhecida pela International Hypnosis Association (IHA, EUA) e a participação na Sociedade Brasileira de Pesquisa em Hipnose Clínica (SBPHC). Em 2022, somei a isso a formação em Doula, Educação Perinatal e Facilitação em Amamentação, pela Doulas Academy (180 horas) — um mergulho no acolhimento em um dos momentos mais intensos da vida humana, que transformou minha forma de cuidar de quem está à minha frente.
Gosto de ser claro sobre o que a engenharia trouxe para o meu consultório — e sobre o que ela não substitui. Trouxe método: avaliação estruturada, objetivos definidos, técnicas com respaldo em evidências, honestidade sobre o que a hipnose pode e não pode fazer. Mas a mente não é uma máquina que se "programa": cada pessoa é única, e o trabalho só acontece com escuta, vínculo e respeito — sempre com você no controle.
Passei a vida inteira guardando segredos: de bancos, de sistemas de pagamento, de cofres e portas. Hoje, o segredo mais bem guardado do meu trabalho é o seu — atendimento com sigilo e ética, online ou presencial em São Paulo/SP.
A hipnoterapia é uma prática integrativa e complementar voltada ao bem-estar. Ela não substitui consultas, diagnósticos, psicoterapia nem tratamentos médicos ou psicológicos. Os resultados variam de pessoa para pessoa e nenhum resultado específico é prometido ou garantido.